sábado, 27 de novembro de 2010

Agenda 21 tem aula prática de Permacultura


Agenda 21 tem aula prática de Permacultura
Alunos do Curso Agenda 21 de Osasco visitam uma Geo-Casa


O curso Agenda 21 de Osasco – Formação de Agentes Socioambientais Comunitários –, realizado pela Secretaria de Meio Ambiente de Osasco e pela organização não-governamental Movieco - Movimento Ecológico, realizou no último dia 20, uma visita técnica à Geo-Casa da permaculturora Cristina Brasileira, que além de educadora ambiental é, também, astrofenomenóloga, biomimeticista e consultora para produção orgânica de alimentos e regeneração de solos degradados.
Cerca de 50 alunos participaram de oficinas e palestras num ambiente totalmente adaptado às práticas de sustentabilidade, tais como destinação ecológica de resíduos sólidos, reaproveitamento de recursos disponíveis no local, produção de energia e tratamento de esgoto. Cristina ensinou ainda diversas práticas de produção de alimentos.
O secretário de Meio Ambiente da Prefeitura de Osasco – Carlos Marx – também participou da visita e acompanhou atentamente todas as explicações e conceitos técnicos desenvolvidos nas atividades do dia. “Este curso faz parte das inúmeras ações de envolvimento da população de Osasco nas questões ambientais. Queremos cidadãos conscientes e que atuem em suas respectivas comunidades”, completou Marx.
A Permacultura está fundamenta em técnicas ancestrais aliadas aos conhecimentos científicos com objetivo de resgatar valores fundamentais na boa relação do homem com a natureza.
Hoje a permacultura está espalhada em mais de 140 países, tem demonstrado inúmeros casos de sucesso e vem-se firmando em todo o mundo como um modelo prático e viável de reverter a crise ambiental que ameaça a sobrevivência no Planeta.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Movieco promove palestra no curso de Eco-Yoga


A palestra foi proferida por Silvania Oliveira, instrutora de Yoga de Porto Velho (RO). O Eco-Yoga gira em torno das preocupações ecológicas.

Movimento Ecológico - Movieco

Após palestra, público participa de Eco-Yoga

O Núcleo de Educação Ambiental, do Movimento Ecológico (Movieco), que tem como objetivo a promoção de cursos, palestras e oficinas para a formação e para o desenvolvimento do ser humano, realizou nesta quarta-feira (22/09), para alunos do curso de Eco-Yoga, a palestra “Stress a seu Favor” com Silvania Oliveira, instrutora de Yoga de Porto Velho, Rondônia.

Silvania Oliveira abordou as causas e consequências do stress, que está intimamente ligada com a forma em que cada pessoa se comporta diante de situações conflitantes. A palestrante explicou os benefícios e os objetivos da prática do Yoga e como este pode ser aplicado ao dia a dia para o gerenciamento e controle do stress.

O Yoga, segundo Silvania, é muito mais do que uma prática corporal, é atitude comportamental, que envolve não apenas o âmbito individual, mas o coletivo. “A prática do Yoga é balizada por uma conduta ética pessoal e social, que incorporadas ao nosso dia a dia produz uma mudança significativa”.

Após a palestra o público presente foi agraciado com uma aula de Eco-Yoga com Alexandra Fogatti, professora da equipe pedagógica do Movieco.

Eco-Yoga

Resumidamente, o Eco-Yoga usa técnicas do Yoga em atividades ao ar livre e princípios da Carta da Terra. É um conceito que designa a necessária convergência entre a espiritualidade tradicional e o ativismo social que gira em torno das preocupações ecológicas. É um constante aprender e cooperar com a Natureza.

Informações:
Movieco: contato@movieco.org.br ou (11) 4163-4382
Fonte: Movimento Ecológico - Movieco

Astrofísico Walmir Cardoso empolga alunos da Agenda 21


Agenda 21 recebe Walmir Thomazi Cardoso
Professor renomado aborda o tema Formação dos Planetas: Do Universo à identidade planetária

O curso Agenda 21, realizado pela Secretaria de Meio Ambiente de Osasco (SEMA) e pela ONG Movimento Ecológico (MOVIECO), recebeu no sábado, 18 de setembro, Walmir Thomazi Cardoso, professor do Departamento de Física da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e assessor dos Planetários de São Paulo e da Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA), que ministrou uma aula sobre a formação dos planetas.
A aula foi aberta pelo aluno Paulo Roberto da Silva, que recitou a poesia “Defendendo a Natureza”, de autoria dos repentistas Moacir Laurentino e Zé Viola. O professor Walmir Thomazi Cardoso apresentou o tema “Formação dos Planetas: Do Universo à identidade planetária”. Em sua aula o professor utilizou recursos que agradaram aos alunos e os manteve o tempo todo interessados na palestra. E disse: “Hoje estou no meu céu. Estou no lugar de falar sobre o que mais amo na minha vida”.
Através de slides e histórias da mitologia, Cardoso explicou a formação do Universo, a origem da Terra e a importância da Astronomia e da Física na preservação do meio ambiente.
Ele elogiou a iniciativa da Prefeitura de Osasco e do MOVIECO em oferecer o Curso Agenda 21: “O programa Carta da Terra é importante para todas as pessoas hoje em dia. Quando a gente pensa na Carta da Terra, pensa em um programa educativo, então, quando você pensa em líderes comunitários, que estão ligados diretamente com o processo educativo em suas comunidades, essas pessoas devem conhecer não só o conteúdo da Carta da Terra como também a sua aplicação que é o que tem sido feito em vários lugares”.
“Estou surpreendentemente satisfeito porque o curso superou as minhas expectativas. Os professores são capacitados e tem compromisso na questão ambiental e social. Todos estão de parabéns. As pessoas sairão daqui mais convictas desse papel de defensores da natureza”, dizia o aluno Paulo Roberto.
Walmir Thomazi Cardoso encerrou a manhã também com poesia: “E com essas palavras de Clarice Lispector (trecho de Perto do Coração Selvagem), com essa imagem de Elifas Andreato (O Semeador) e com essa manhã deliciosa que vai do riso a emoção, que vai da nossa origem estrelar, do nosso brilho à nossa ação, do nosso pensamento à nossa atividade, é que deixo para vocês um carinhoso abraço e que a gente possa revelar a nossa ação amorosa, esse nosso plantio a cada dia, a cada momento das nossas vidas”.
No próximo sábado, 25 de setembro, o tema será “Projetos Locais da SEMA de Osasco”, a palestra será facilitada por Silzeni de Ângelo Lopes, Coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente de Osasco (SEMA).

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O único modelo de assentamento sustentável no Brasil vive sob ameaças dos madeireiros



Comissão Pastoral da Terra
Rua Santa Luzia, 116, Centro
CEP: 68365-000 Anapu, Pa
CNPJ: 02.375.913/0009-75
Fone: 91-3694-1614


24 de agosto de 2010


D E N U N C I A

12 de fevereiro de 2005 marcou profundamente a história dos agricultores e agricultoras no norte/nordeste do Brasil. Nesta triste data a Irmã Dorothy foi brutalmente assassinada a queima roupa com seis (6) tiros. Ela foi assassinada porque defendia o direito das famílias na agricultura familiar, como também o direito da floresta e seus habitantes a sobreviver. Hoje as famílias defendidas pela Irmã Dorothy assumem com garra a defesa da floresta e suas criaturas. Os Projetos de Desenvolvimento Sustentável em Anapu na linguagem do INCRA são quatro, mas na linguagem do povo são duas: Esperança e Virola Jatobá. As famílias em todos dois projetos lutam hoje para poder sobreviver, defender a floresta e viver em paz. Virola Jatobá está construindo uma guarita onde eles mesmos vão ficar de guarda e defender a sua floresta de madeireiros invasores atrás de madeira ilegal. Há um porém na história: os madeireiros são armados, os guardas não. No PDS Esperança a guerra está declarada. Desde dezembro a área está invadida por madeireiros que saem dia e noite cheios de madeira nobre, ipê, jatobá, angelim, castanheira, madeireiros com nome e endereço como Divino Gambira, Alagoano, Delio Fernandes, César o filho de Silvino, Lazaro, Manin, João e Gerson.
Em setembro, 2009, os trabalhadores do município se organizaram para empatar a entrada e saída destes madeireiros. Conseguiram numa noite só parar 7 caminhões que eles mesmos entregaram para o IBAMA. Triste situação nossa é que o governo local e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais se juntaram com o governo estadual do Pará para cobrar a saída do chefe de IBAMA e parar as investigações da tirada ilegal de madeira em Anapu, seja por roubo direto ou manejos florestais ilegais. A governadora escreveu uma carta para o presidente de IBAMA. O chefe responsável e consciente for transferido para o IBAMA, Marabá. Anapu ficou sem cobertura de IBAMA. Resultado: as famílias conscientes do PDS Esperança assumem a luta em defesa de sua floresta. Mas a força destas famílias é frágil diante do dinheiro, das armas e o poder político dos ladrões da floresta. No mês de julho, 2010, um trator usado pelos madeireiros ladrões apareceu queimado. A tirada de madeira parou por um dia. Mas logo começou de novo. Nesta semana, na madrugada de 20 de agosto, foi queimado uma camionete de madeireiro,. Um caminhão grande também foi atingido. Tudo isso na Vicinal 1 do PDS Esperança, na área do Lote 57. Quem queimou esta camionete? Circula ameaças de morte. As casas são rodeadas de noite criando um clima de terror na Vicinal. No meio de tudo isso, chega o dono da camionete com trator e enterra o veículo queimado; ação curiosa que levanta suspeitas em relação a situação da camionete como também quem está por trás da queima destes carros. No dia seguinte, entrou para o PDS Esperança pelo menos 5 caminhões madeireiros, escoltados por carros menores e motocicletas, todos altamente armados. Foi feito Boletim de Ocorrência na delegacia da polícia civil em defesa dos trabalhadores ameaçados. Foi denunciada de novo a situação para o IBAMA e o Ministério Público Federal. E agora? Quais os recursos que restam para este povo fiel e determinado? Se recorrer às armas são bandidos, se deitar na frente dos caminhões madeireiros vai morrer. E a história vai contar o que? Que a floresta acabou porque o povo não a defendeu, porque o povo a derrubou? É assim que a história se escreve no Brasil...mas não é assim que ela acontece.

Curso Agenda 21 Osasco - Inscrições superam as expectativas dos organizadores


Curso Agenda 21 Osasco - Formação de Agentes socioambientais comunitários
Inscrições superam as expectativas dos organizadores


A Secretaria de Meio Ambiente (SEMA) em parceria com a ONG Movimento Ecológico (MOVIECO) iniciaram no último sábado, 21 de agosto, o curso “Agenda 21 Osasco – Formação de Agentes Socioambientais Comunitários”. O número de inscritos superou a expectativa da organização, cerca de 160 pessoas, dentre servidores municipais de Osasco, líderes comunitários, professores e interessados em geral, se inscreveram para participar do curso, o que levou os organizadores a aumentarem o número de vagas, de 50 para 60.

O Agenda 21 tem como objetivo estimular o interesse da sociedade civil na área ambiental. Dentre os temas abordados, os alunos terão aulas práticas e teóricas sobre: sustentabilidade, mudanças climáticas, gestão de resíduos, cultura de paz, entre outros.

O curso do dia 21 começou com a apresentação musical de Isa Ferreira e as boas vindas aos alunos do diretor do Colégio Anglo Leonardo da Vinci, (confirmar nome) instituição que juntamente com a Faculdade Instituto Paulista de Ensino (FIPEN), é parceira para a realização do curso. Após a recepção do diretor do colégio, tomaram a palavra Carlos Marx, Secretário do Meio Ambiente de Osasco; Silzeni de Angelo Lopes, Coordenadora de Educação Ambiental; Adalberto Oliveira do Nascimento e Tânia Mara Moraes, do MOVIECO.

O primeiro dia de aula consistiu na apresentação do objetivo e conteúdo programático do curso, inteiramente conduzido pelo MOVIECO. Tânia Mara foi a facilitadora da aula inaugural e falou sobre a Agenda 21 e Sustentabilidade. No segundo encontro o tema fica por conta do “Pensar Global e Agir Local – Orientação para atuação no Terceiro Setor”, ministrado por Adalberto Oliveira do Nascimento, do MOVIECO.
A terceira aula com uma abordagem mais lúdica ficou por conta do pedagogo, Adriano Galhardo, que levou aos participantes os jogos cooperativos com a temática da Carta da Terra.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Histórias do Rio Negro


Caros:
O sudeste tem muito a aprender com a Amazônia. O Sudeste não conhece a Amazônia. Seus rios e florestas, as populações tradicionais e suas culturas;os ribeirinhos e suas lendas, os curupiras e botos devoradores, as ancestralidades das comunidades quilombolas.
E, sobretudo, o Sudeste ignora (ou não sabe mesmo...), que a Amazônia sendo a metade do território do nosso país, detém uma extraordinária riqueza, que mal conhecemos.

Quer mais? Depois eu conto...

Fiquem à vontade de desejarem replicar a mensagem.
Abreijos,

IVAN

Histórias do Rio Negro

Quem viu o Negro na vida nunca mais se encantará com outro rio. A imensidão das águas escuras, a magia que ele espalha à sua volta, seu enigma e o esplendor dos seus ocasos são coisas que impregnam a alma da gente. Tudo é o rio: seus infindáveis igarapés, as praias de areias brancas, o brilho da lantejoula negra e coruscante ao sol, seu humor, um dia vem, outro vai, um dia sobe outro desce. É a gênese da Manaus e da vida,

O Negro é sensual, insinuante, muito masculino. E um rio macho. Chega e se apossa da nossa paixão sem pedir licença. O caminhar inexorável das águas escuras e densas escorrega pela nossa vida; o esplendor dos igapós, terra de duendes aquáticos e mistérios submersos, árvores fazendo rendas e incontáveis grutas sombreadas. É uma teia de águas, um emaranhado de rios, igarapés e fontes, uma imensidão cheia de segredos e de histórias.

O Negro entranha na pele, cavalga nossos sonhos. Como um enorme risco a carvão ele emprenha a floresta, e, desse fecundar, nascem as árvores imensas, coqueiros e sagüis. Nasce a pupunha e o açaí, a gameleira e o oiti, a samaúma gigantesca e o camu-camu com suas frutinhas vermelhas, o apuí, as castanheiras, o cipó do guaraná, as orquídeas deslumbrantes e as bromélias enrubescidas. Também o Tucumã com seus espinhos, o urucum, fruto partido pingando sangue, e a seringueira que chora lágrimas de borracha. Nasce a floresta esmeraldina, o tamanduá, a onça pintada, o índio.

O Negro é isso tudo e mais ainda. É pai e mãe de botos e iaras e de curuminhas perdidas; tem a todos aninhados nas suas funduras cheias de lendas fantásticas, de pescadores enlouquecidos, de cobra-d’água e de lua cheia. É pai do peixe-boi, do aracu riscado e de quatro pintas, dos acarás, dos matrinxãs, dos jundiás, o preto e o amarelo, dos araripirás coloridos e rápidos, do pirarucu sobranceiro e orgulhoso da sua supremacia no reino das águas escuras.

Nas noites o Negro é regaço de namorados, nas prais enluaradas e areias macias. Suas águas sussurrantes recolhem suspiros, aconchegam carinhos e murmuram gemidos de amor. Aos domingos se veste de festa e paciência; as lanchas e barcos rasgam suas calmarias, a algazarra das crianças, os cuidados das mães, o colorido das bandeirolas, a toalha xadres e os piqueniques feitos nas suas margens, O rio parece se irritar um pouco com o som estridente dos toca-fitas, fazer um muxoxo de desdém aos exibicionistas, mas, sobretudo, estende-se majestosamente ao sol. Ao fim do dia é o seu esplendor áureo.

O entardecer do Negro tem todas as cores e nuances imagináveis. É a hora em que o rio conversa com DEUS. Então, nesse diálogo de suprema e efêmera beleza ele se supera. Ruge esplendoroso nos vermelhos, geme nos amarelos, chora nos azuis, para acabar se acalmando, langoroso, na doçura dos rosados e lilases. Rio e noite, noite e rio, não se sabe onde é o céu e onde é a a água, onde começa o sonho e acaba o mundo.

Referência bibliográfica:
VAL, Vera do. Histórias do Rio Negro, introdução. Manaus: Edições Muirquitã., 2007