Blog Movieco
O MOVIECO – Movimento Ecológico é uma organização não governamental ambientalista que tem sua sede em Barueri, município da região metropolitana do estado São Paulo. Fundado em 1998 e com atuação regional tornou-se uma das entidades ambientalistas pioneiras na luta pela defesa da natureza e busca de uma sociedade sustentável.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Reflexões sobre o educar para sociedades sustentáveis
por Edson Grandisoli*
As mudanças propostas pela ONU nas últimas décadas podem ser consideradas verdadeiras revoluções no modo de pensar e agir da sociedade, e não é à toa que muitas delas, apesar de hoje serem consideradas urgentes, demorarão a se concretizar.
Em todos os documentos oficiais – em especial a partir do final da década de 1960 –, a educação tem recebido papel de destaque, como uma das principais forças de transformação rumo à construção da chamada “sociedade sustentável”. Apesar disso, as mudanças nessa área têm sido poucas, tímidas e insuficientes.
Da mesma forma que criar modelos alternativos de economia tem sido um dos grandes desafios na busca por um mundo melhor e mais equitativo, a concepção e instalação de novos modelos de educação parecem possuir o mesmo nível de complexidade.
Apesar de lentas, a educação tem passado por mudanças significativas de escopo e metodologias, partindo de uma visão elitista e utilitarista – em especial nos Séculos 17 e 18 – para uma contemporânea mais abrangente, na qual o acesso universal à educação visa a garantir a redução das desigualdades, o desenvolvimento sustentável, a paz e a democracia; proposta conhecida como “educação para todos (EPT)”(1).
As metas da Unesco nesse documento são vitais e, apesar de o Brasil já possuir a esmagadora maioria dos jovens matriculados no Ensino Fundamental I e II, não houve o mesmo progresso com relação à qualidade do ensino. A qualidade não acompanhou a quantidade. Sendo assim, hoje temos nossos jovens na escola recebendo um ensino deficitário, o que é comprovado todos os anos pelos principais índices oficiais.
O Relatório de Monitoramento de Educação para Todos de 2010(2), mostra que o índice de repetência no Ensino Fundamental brasileiro (18,7%) é o mais elevado na América Latina e fica muito acima da média mundial (2,9%). Além disso, 13,8% dos brasileiros largam os estudos já no primeiro ano no ensino básico.
Em um curso que recentemente tive o privilégio de participar na UMAPAZ, Angélica Berenice de Almeida, uma das professoras e organizadoras, afirmou que “todos temos a tendência de repetir os modelos com os quais fomos educados”. Considerando que a maioria das pessoas tem recebido uma formação de baixíssima qualidade, que futuros educadores podemos esperar para formar nossos filhos e netos em direção a uma sociedade mais sustentável?
Novos olhares
Tenho tido contato nos últimos anos com diferentes professores de diferentes disciplinas, em especial em São Paulo e na Amazônia mato-grossense. As queixas sobre nosso sistema de ensino atual são recorrentes e têm geralmente relação com a estrutura da escola, salários, e grau de interesse dos alunos, que reflete claramente a desconexão entre a escola e o mundo real. Tais queixas, entretanto, raramente geram mobilização ou ação e a consequência disto é a perpetuação de um sistema ineficiente, desumano e impessoal.
Para além dos problemas estruturais e financeiros, é urgente a necessidade de se repensar o currículo do ensino básico, criando-se estratégias efetivas de ensino e preparando nossos educadores para que trabalhem de forma integrada e articulada, valorizando a complexidade encontrada no mundo real.
A nova versão do zero draft para a Rio+20 (The future we want)(3) destaca em um de seus artigos (101), relacionado à educação, exatamente isso:
We agree to promote education for sustainable development beyond the end of the United Nations Decade of Education for Sustainable Development in 2014, to educate a new generation of students in the values, key disciplines and holistic, cross-disciplinary approaches essential to promoting sustainable development.
Vale lembrar que essas mudanças (que não são poucas ou simples) dependem tanto de vontade política quanto da vontade dos professores e da comunidade onde vivem.
Apesar de todas as incertezas e resistências, sou otimista, e acredito que estamos, sim, passando por um período de reavaliação rumo às mudanças necessárias na educação para sociedades sustentáveis. Poder viver e participar ativamente desse momento de reflexão e reconstrução é um privilégio e um dever de todos nós. Um dos bons exemplos disso é a forma democrática e dialógica com que as decisões para o novo Plano Decenal de Educação do Estado de Minhas Gerais (PDEEMG)(4) têm sido tomadas. Aconselho a leitura da apresentação.
Educar para decidir melhor
No dia 14 de abril, durante o lançamento de um livro sobre educação e comunicação na escola, ouvi Gilberto Dimenstein afirmar que “uma coisa que todos fazemos durante toda a vida é tomar decisões”.
Decisões (conscientes), grosso modo, são tomadas pela mobilização de diferentes habilidades (como observação, comparação, análise, dedução, etc.) em conjunto com a seleção de diferentes informações e experiências. Acredito que a escola seja o primeiro e um dos principais ambientes formais onde tais processos deveriam ser desenvolvidos e aprimorados para a vida.
Como será que a escola tem contribuído para que as pessoas tomem decisões melhores, mais conscientes e pautadas no bem-estar comum e do planeta, característica vital em uma sociedade sustentável?
Para essa reflexão em específico, sugiro a leitura do livro Nudge: o empurrão para a escolha certa(5), que coloca um contraponto interessante ao poder da educação.
Para finalizar, gostaria de compartilhar uma frase, que ouvi recentemente no I Fórum de Educação para a Sustentabilidade, dita pelo professor Ladislaw Dowbor, que na minha opinião resume de forma primorosa o papel contemporâneo da educação: “A educação deve ser uma forma de introdução ao mundo em constante transformação”.
Notas
(1) http://unesdoc.unesco.org/images/0008/000862/086291por.pdf.
(2) http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001899/189923por.pdf.
(3) http://rebal21.ning.com/profiles/blogs/nova-versao-do-documento-zero-draft-para-a-rio-20.
(4)http://www.almg.gov.br/opencms/export/sites/default/acompanhe/eventos/hotsites/planoEducacao/docs/joao_filocre.ppt.
(5) Thaler, R. H. & Sunstein, C. R. Nudge: o empurrão para a escolha certa. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.
* Retirado do site http://envolverde.com.br/educacao/artigo-educacao/reflexoes-sobre-o-educar-para-sociedades-sustentaveis/ em 09 de maio de 2012.
** Edson Grandisoli é pós-graduado em Ecologia pela Universidade de São Paulo, coordenador pedagógico da Escola da Amazônia e consultor em Educação para a Sustentabilidade.
*** Publicado originalmente no site Portal Aprendiz.
(Portal Aprendiz)
terça-feira, 17 de janeiro de 2012

MOVIECO LANÇA VÍDEO SOBRE “CARTA DA TERRA”
Movieco lança vídeo sobre “A Carta da Terra”, dirigido por Aggnes Franco e produzido pela Forster Filmes. A animação em 2D foi tem cerca de 4 minutos, e foi desenvolvida especialmente para o Movieco, a fim de difundir os conceitos do documento redigido por diversos países, propondo alternativas para a construção de um mundo melhor.
Desde 2010 a ONG trabalha neste projeto, que foi executado em parceria com a Prefeitura Municipal de Barueri. Foram meses de pesquisas e testes até a finalização.
A execução do vídeo foi processo bastante delicado. Foi preciso uma força tarefa, e a colaboração de muitas pessoas até que o resultado alcançado fizesse jus ao conteúdo.
O PROCESSO
Para a realização do intento, o Movieco precisava de uma produtora que pudesse executar o projeto dentro das possibilidades da ONG. Quando encontrou a produtora, começaram a trabalhar no roteiro, naturalmente depois de muita pesquisa. A partir daí foram desenvolvidas as personagens, o conceito de desenho, a montagem e assim por diante. Inúmeros testes foram feitos, diversos tipos de traços testados, variadas trilhas sonoras, bem como muitos locutores. Apesar de ser produzido pela Forster Filmes, o Movieco esteve acompanhando cada passo do trabalho. A primeira animação não atendia ao conceito proposto, por isso o Movieco e a Forster procuraram um novo desenhista e animador. Foi quando Giancarlo Burani apresentou sua proposta de desenho, que era perfeita para os propósitos de ambos. Com profissionalismo e dedicação, Gian abraçou a causa e fez a diferença no filme!
EXIBIÇÃO
O Movieco, como detentor do direito de imagens da animação “A carta da Terra”, tem a intenção de disponibilizar o vídeo para qualquer escola, instituição ou indivíduo que pretenda exibir para quem quer que seja, desde que de forma gratuita. O Movieco encomendou o vídeo com a intenção de difundir propostas da Carta da Terra, como o respeito ao próximo, direito a educação, respeito ao meio ambiente, fim à discriminação de cor, raça ou credo, entre outros.
FICHA TÉCNICA:
“A Carta da Terra”
Desenho animado – 2D
Duração: 4’02’’
Direção, Roteiro, Produção: Aggnes Franco
Ilustrações e animação: Giancarlo Burani
Colorista: Carolina Ihits
Locução: Mel Xisto
Trilha sonora: Junior Forster
Consultoria: Flávio Boleiz e Tania Mara Moraes
Produção: Forster Filmes
Acesse:
http://www.movieco.org.br/canal/3/carta_da_terra
sábado, 15 de outubro de 2011
MOVIECO lança jornal ECONOTÍCIAS
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
CURSO "CARTA DA TERRA"
O Movieco - Movimento Ecológico, Organização Não Governamental situada na cidade de Barueri, oferece o curso "CARTA DA TERRA E EDUCAÇÃO".
O curso visa a introduzir os educadores no Marco Ético para a transformação do século XXI num tempo equilibrado em termos justiça social e econômica, integridade ecológica, democracia e cultura da paz; de modo que se aprenda a trabalhar os princípios da Carta da Terra com educandos da Educação Infantil à Pós-graduação.
O curso realizar-se-á nos dias 03, 10, 17, 24 e 31 de outubro - sempre nas 2as.-feiras, das 19 às 22h30, na sede do Movieco, à Rua Dr. Danton Vampret, 128 - Aldeia de Barueri - Barueri - SP.
O investimento para participação do curso será de R$ 100,00 (cem reais) à vista ou duas parcelas (cheques) de R$ 60,00 (sessenta reais, cada) e será emitido certificado de participação.*
*A realização do curso estará sujeita à formação de turma com, no mínimo, 20 participantes.
Inscreva-se enviando um e-mail com seu nome completo, idade, endereço completo (com cep), telefone fixo e celular para movieco.cursos@gmail.com.
O curso visa a introduzir os educadores no Marco Ético para a transformação do século XXI num tempo equilibrado em termos justiça social e econômica, integridade ecológica, democracia e cultura da paz; de modo que se aprenda a trabalhar os princípios da Carta da Terra com educandos da Educação Infantil à Pós-graduação.
O curso realizar-se-á nos dias 03, 10, 17, 24 e 31 de outubro - sempre nas 2as.-feiras, das 19 às 22h30, na sede do Movieco, à Rua Dr. Danton Vampret, 128 - Aldeia de Barueri - Barueri - SP.
O investimento para participação do curso será de R$ 100,00 (cem reais) à vista ou duas parcelas (cheques) de R$ 60,00 (sessenta reais, cada) e será emitido certificado de participação.*
*A realização do curso estará sujeita à formação de turma com, no mínimo, 20 participantes.
Inscreva-se enviando um e-mail com seu nome completo, idade, endereço completo (com cep), telefone fixo e celular para movieco.cursos@gmail.com.
NOVO ENDEREÇO
O MOVIECO está em novo endereço. Anote:
Rua Dr. Danton Vampret, 128
Aldeia de Barueri - Barueri - SP
Venha conhecer nossa nova sede!
Rua Dr. Danton Vampret, 128
Aldeia de Barueri - Barueri - SP
Venha conhecer nossa nova sede!
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Reflexões sobre os paradoxos

Já foi dito isso, mas temos que concordar: vivemos o tempo do paradoxo.
Ter carro contribui para a poluição, mas usar transporte coletivo é quase um martírio.
Comidas orgânicas são saudáveis, mas agridem o bolso.
A internet nos aproxima, mas nos deixa mais distante. Foi-se o tempo em que seu telefone tocava o dia todo no seu aniversário.
As pessoas têm acesso a mais informações, mas com a ótica do capitalismo. E além disso, estudos apontam que a maioria se interessa ou não pela informação nos 6 primeiros segundos. Superficial demais.
Muita gente preocupa-se com causas sociais, ambientais, mas parece que as famílias estão se distanciando e o diálogo se tornando raro.
Empresários honestos são considerados tolos, imaturos ou até incompetentes.
Tomar decisões está deixando as pessoas doentes. Trabalhar em excesso também.
Olhando para este cenário, parece que estamos em um beco sem saída, mas não. A solução é na realidade MUITO mais simples do que pode parecer: precisamos compreender que somos parte de um todo. Ok, ok! Mais uma frase clichê. Mas de que outro modo podemos dizer? Se você vive em uma casa de zinco, seu corpo sentirá o calor. Do mesmo modo, se vivemos em um planeta desequilibrado, todos os seres viventes sentirão. Os animais selvagens vêm demonstrando alteração de comportamento já há décadas, embora intensificado nos últimos 10 anos. Porque somente nós não sofreríamos do mesmo mal? A diferença entre eles e nós neste ponto é que eles perdem a rota de caminho para acasalamento, e nós perdemos a rota de nossas vidas.
Precisamos passar mais tempo olhando para nós mesmos, porém de forma altruísta. Reconhecer nossas dificuldades e trabalhar pacientemente cada uma delas, entender nosso corpo e analisar as reações dele, dedicar mais tempo aos nossos amores e atividades que nos dão prazer, e contribuir para a harmonia do planeta depois de conquistar nossa própria.
Dinheiro é importante. Quem não tem compreende isso ainda melhor. Mas não pode ser tudo. Trabalho - por mais prazeroso que seja - não pode ser a única razão de nossas existências. O mercado é competitivo porque nós o fizemos assim. Os carros são poluentes e o transporte público é ineficiente porque nós permitimos. Nós somos responsáveis por nosso destino. Como diria uma frase indiana muito utilizada por nossos colegas do Instituto Triângulo: "A mudança que você quer fora começa dentro".
...
Tenham um ótimo e reflexivo final de semana.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
MINIMIZE SEU IMPACTO SOBRE O PLANETA
Nossa sobrevivência gera naturalmente um certo impacto ambiental. A importância de tal impacto é considerada a partir da forma com que consumimos e da relação que estabelecemos com nosso meio. Por exemplo: precisamos de água para beber, tomar banho, cozinhar nossos alimentos... Mas o desperdício desse bem precioso tem alertado especialistas de todo o planeta.
Por isso preparamos uma lista de pequenas atitudes que podem contribuir para minimizar o prejuízo social e ambiental que podemos causar:
ÁGUA
*Lave toda a louça antes de enxaguá-la. Assim o consumo será muito menor.
*Utilize a máquina de lavar roupas somente com capacidade máxima, ou seja: evite lavar poucas peças. Se morar em casa, reaproveite a água para lavar o quintal. Pode dar um pouco de trabalho, porém, mais trabalho teremos se acabarmos com nossas reservas de água limpa.
*Não exagere no uso detergentes e prefira sabão em pedra. Os detergentes e sabões líquidos e em pó (mesmo biodegradáveis) contém diversos produtos químicos altamente poluentes.
*Não jogue medicamentos na rede de esgoto. Eles contém produtos capazes de contaminar milhões de litros de água.
*Evite frituras na alimentação. Além de prejudiciais à saúde, 1 único litro de óleo de cozinha pode contaminar milhares de litros d'água. Faça o descarte adequado, doando para quem produza sabão a partir dele. Jamais jogue-o na rede de esgoto.
*Use vassouras antes de lavar os quintais, e evite uso de mangueiras, optando pelo balde.
*Urine no chuveiro. Não é anti-higiênico e economiza água da descarga.
*Se puder, prefira alimentos orgânicos. Os agrotóxicos poluem os lençois freáticos, e fazem mal ao organismo.
*Feche a torneira ao escovar os dentes, esfregar as mãos, ao lavar o corpo no banho.
ALIMENTOS
*Prefira alimentos orgânicos e naturais. Além de maior qualidade, normalmente os produtores trabalham também com condições mais dignas para os trabalhadores. Além disso, não contaminam a terra, a água, e principalmente seu corpo. No Brasil, existem agrotóxicos aprovados pelo Ministério da Agricultura que já foram proibidos em todo o mundo devido ao perigo à saúde e ao meio!
*Não compre mais alimentos do que precisa. Fará diferença também em seu bolso.
*Reaproveite as sobras de comida batendo no liquidificador e fazendo massa para tortas ou bolinhos que podem ser assados.
*Evite o consumo de carne. Para termos apenas 1K, são necessários de 20 a 30 mil litros dágua, o que daria para produzir até 200K de trigo. Além disso, o espaço físico que a produção pecuária necessita é imenso. Para se ter ideia em 1 hectare é possível produzir 180K de carne ou 22 toneladas de batatas!
*Não compre alimentos em bandejas de isopor, ou em papel filme. O Brasil possui tecnologia para reciclagem desses produtos, mas infelizmente em pequena escala. O isopor ocupa grandes espaços nos aterros, e a maior não é reciclado.
*Não consuma alimentos embalados em plástico a vácuo, ou congelados como lasanhas, sanduíches, etc. Esse tipo de plástico não se recicla.
*Coma a maior quantidade possível de alimentos crus (verduras, legumes, frutas...). São mais saudáveis e dispensam o uso de gás, água ou energia elétrica para o preparo.
*Cultive uma horta. Mesmo em um apartamento é possível manter uma pequena plantação de ervas como salsinha, cebolinha. Você terá sempre produtos frescos e saudáveis, e o cultivo é muito simples.
ENERGIA
*Desligue a tela de computador quando não estiver usando.
*Após carregar qualquer tipo de bateria, retire o carregador da tomada. Do contrário, continuará consumindo energia.
*Prefira lâmpadas fluorescentes. Elas são mais caras, porém, duram mais tempo, iluminam melhor e consomem menos energia.
*Utilize somente pilhas recarregáveis. Também custam mais caro, mas duram muitos anos e geram bem menos impacto.
*Quando sair de um cômodo, apague a luz.
*Não deixe as luzes do lado de fora da casa acesas. Isso não garante segurança, e afeta sua conta bancária.
*Tome banhos curtos e desligue o chuveiro ao se ensaboar. Um banho com chuveiro aberto por 15 minutos consome em média 135L de água. Já 5 minutos com o registro fechado, consome 15L.
*Verifique o grau de consumo de eletro-eletrônicos antes de comprá-los. Existe uma tabelinha que vai de A a E, e indica o grau de economia do produto. Informe-se com o vendedor.
*Evite deixar aparelhos em modo de espera. O consumo também é bastante elevado, quase a mesma coisa de mantê-los ligados.
CONSUMO E DESCARTE
*Ao comprar algo, lembre-se que para a produção do mesmo, muita coisa foi envolvida: a retirada da matéria-prima (petróleo, madeira, metais...), o transporte, a manufatura (o que envolve funcionários e condições de trabalho), descarte de resíduos durante o processo, embalagem, etc. Pergunte-se diversas vezes: "Isso é realmente necessário?"
*Verifique quem é o fabricante, e informe-se sobre ele. Há muitas empresas gigantes, cujas marcas todos conhecemos, que ainda hoje tem trabalhadores semi-escravos, são grandes poluidores, ou utilizam mão-de-obra infantil. No mais, há empresas que não respeitam os direitos dos trabalhadores, culturas regionais, etc. Não consuma dessas empresas.
*Exija que os fabricantes façam logística-reversa, ou seja, que aceitem reaproveitar ou reciclar suas embalagens.
*Separe os resíduos orgânicos dos recicláveis. Não é necessário separar plástico de alumínio, etc. Na maioria do país tudo vai para o mesmo local, e a separação é feita na cooperativa. No entanto, lave as embalagens - com água de reuso!
*Lembre-se: caixinhas de leite e outros produtos com embalagem Tetrapak são recicláveis.
*Ao construir ou reformar, escolha técnicas e produtos sustentáveis. A construção civil é um dos maiores vilões da atualidade, mas você pode mudar este quadro. Informe-se!
*Incentive os comerciantes do seu bairro, comprando deles. O comércio local é muito importante para manter a cidade e a cultura de um local vivos. Além disso, gera renda e trabalho para moradores da comunidade.
*Dê carona e utiliza transporte público sempre que possível. Ande mais de bicicleta e a pé.
*Não fume.
*Incentive empresas com responsabilidade socioambiental.
*Cuidado com comércio popular. Produtos muito baratos geralmente não tem fiscalização, podem conter produtos nocivos à saúde, ou serem fruto de exploração humana e ambiental.
*Não se deixe manipular por propagandas.
*Não compre produtos piratas.
Acima de tudo, respeite seu semelhante. O bom convívio social, a responsabilidade para com o outro, a compreensão e boa educação são matérias de extrema importância em uma sociedade. Respeitar a vida, seja humana ou animal é exemplo de dignidade, e deve ser uma prática constante. Vigie seus pensamentos, controle seus impulsos, e acima de tudo: reflita, sempre!
Bom final de semana!
Por isso preparamos uma lista de pequenas atitudes que podem contribuir para minimizar o prejuízo social e ambiental que podemos causar:
ÁGUA
*Lave toda a louça antes de enxaguá-la. Assim o consumo será muito menor.
*Utilize a máquina de lavar roupas somente com capacidade máxima, ou seja: evite lavar poucas peças. Se morar em casa, reaproveite a água para lavar o quintal. Pode dar um pouco de trabalho, porém, mais trabalho teremos se acabarmos com nossas reservas de água limpa.
*Não exagere no uso detergentes e prefira sabão em pedra. Os detergentes e sabões líquidos e em pó (mesmo biodegradáveis) contém diversos produtos químicos altamente poluentes.
*Não jogue medicamentos na rede de esgoto. Eles contém produtos capazes de contaminar milhões de litros de água.
*Evite frituras na alimentação. Além de prejudiciais à saúde, 1 único litro de óleo de cozinha pode contaminar milhares de litros d'água. Faça o descarte adequado, doando para quem produza sabão a partir dele. Jamais jogue-o na rede de esgoto.
*Use vassouras antes de lavar os quintais, e evite uso de mangueiras, optando pelo balde.
*Urine no chuveiro. Não é anti-higiênico e economiza água da descarga.
*Se puder, prefira alimentos orgânicos. Os agrotóxicos poluem os lençois freáticos, e fazem mal ao organismo.
*Feche a torneira ao escovar os dentes, esfregar as mãos, ao lavar o corpo no banho.
ALIMENTOS
*Prefira alimentos orgânicos e naturais. Além de maior qualidade, normalmente os produtores trabalham também com condições mais dignas para os trabalhadores. Além disso, não contaminam a terra, a água, e principalmente seu corpo. No Brasil, existem agrotóxicos aprovados pelo Ministério da Agricultura que já foram proibidos em todo o mundo devido ao perigo à saúde e ao meio!
*Não compre mais alimentos do que precisa. Fará diferença também em seu bolso.
*Reaproveite as sobras de comida batendo no liquidificador e fazendo massa para tortas ou bolinhos que podem ser assados.
*Evite o consumo de carne. Para termos apenas 1K, são necessários de 20 a 30 mil litros dágua, o que daria para produzir até 200K de trigo. Além disso, o espaço físico que a produção pecuária necessita é imenso. Para se ter ideia em 1 hectare é possível produzir 180K de carne ou 22 toneladas de batatas!
*Não compre alimentos em bandejas de isopor, ou em papel filme. O Brasil possui tecnologia para reciclagem desses produtos, mas infelizmente em pequena escala. O isopor ocupa grandes espaços nos aterros, e a maior não é reciclado.
*Não consuma alimentos embalados em plástico a vácuo, ou congelados como lasanhas, sanduíches, etc. Esse tipo de plástico não se recicla.
*Coma a maior quantidade possível de alimentos crus (verduras, legumes, frutas...). São mais saudáveis e dispensam o uso de gás, água ou energia elétrica para o preparo.
*Cultive uma horta. Mesmo em um apartamento é possível manter uma pequena plantação de ervas como salsinha, cebolinha. Você terá sempre produtos frescos e saudáveis, e o cultivo é muito simples.
ENERGIA
*Desligue a tela de computador quando não estiver usando.
*Após carregar qualquer tipo de bateria, retire o carregador da tomada. Do contrário, continuará consumindo energia.
*Prefira lâmpadas fluorescentes. Elas são mais caras, porém, duram mais tempo, iluminam melhor e consomem menos energia.
*Utilize somente pilhas recarregáveis. Também custam mais caro, mas duram muitos anos e geram bem menos impacto.
*Quando sair de um cômodo, apague a luz.
*Não deixe as luzes do lado de fora da casa acesas. Isso não garante segurança, e afeta sua conta bancária.
*Tome banhos curtos e desligue o chuveiro ao se ensaboar. Um banho com chuveiro aberto por 15 minutos consome em média 135L de água. Já 5 minutos com o registro fechado, consome 15L.
*Verifique o grau de consumo de eletro-eletrônicos antes de comprá-los. Existe uma tabelinha que vai de A a E, e indica o grau de economia do produto. Informe-se com o vendedor.
*Evite deixar aparelhos em modo de espera. O consumo também é bastante elevado, quase a mesma coisa de mantê-los ligados.
CONSUMO E DESCARTE
*Ao comprar algo, lembre-se que para a produção do mesmo, muita coisa foi envolvida: a retirada da matéria-prima (petróleo, madeira, metais...), o transporte, a manufatura (o que envolve funcionários e condições de trabalho), descarte de resíduos durante o processo, embalagem, etc. Pergunte-se diversas vezes: "Isso é realmente necessário?"
*Verifique quem é o fabricante, e informe-se sobre ele. Há muitas empresas gigantes, cujas marcas todos conhecemos, que ainda hoje tem trabalhadores semi-escravos, são grandes poluidores, ou utilizam mão-de-obra infantil. No mais, há empresas que não respeitam os direitos dos trabalhadores, culturas regionais, etc. Não consuma dessas empresas.
*Exija que os fabricantes façam logística-reversa, ou seja, que aceitem reaproveitar ou reciclar suas embalagens.
*Separe os resíduos orgânicos dos recicláveis. Não é necessário separar plástico de alumínio, etc. Na maioria do país tudo vai para o mesmo local, e a separação é feita na cooperativa. No entanto, lave as embalagens - com água de reuso!
*Lembre-se: caixinhas de leite e outros produtos com embalagem Tetrapak são recicláveis.
*Ao construir ou reformar, escolha técnicas e produtos sustentáveis. A construção civil é um dos maiores vilões da atualidade, mas você pode mudar este quadro. Informe-se!
*Incentive os comerciantes do seu bairro, comprando deles. O comércio local é muito importante para manter a cidade e a cultura de um local vivos. Além disso, gera renda e trabalho para moradores da comunidade.
*Dê carona e utiliza transporte público sempre que possível. Ande mais de bicicleta e a pé.
*Não fume.
*Incentive empresas com responsabilidade socioambiental.
*Cuidado com comércio popular. Produtos muito baratos geralmente não tem fiscalização, podem conter produtos nocivos à saúde, ou serem fruto de exploração humana e ambiental.
*Não se deixe manipular por propagandas.
*Não compre produtos piratas.
Acima de tudo, respeite seu semelhante. O bom convívio social, a responsabilidade para com o outro, a compreensão e boa educação são matérias de extrema importância em uma sociedade. Respeitar a vida, seja humana ou animal é exemplo de dignidade, e deve ser uma prática constante. Vigie seus pensamentos, controle seus impulsos, e acima de tudo: reflita, sempre!
Bom final de semana!
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